Paulo Cézar da Silva

Paulo Cézar da Silva

Paulo Cézar da Silva nasceu em 15/02/1950 na Cidade do Rio de Janeiro/RJ  .

Com mais de 40 anos de carreira – ou, conforme ele mesmo define, ministério –, Paulo é dos nomes mais conhecidos da música evangélica brasileira, de cuja evolução participa desde os anos 70. Foi naquela época que, ainda aluno do seminário Palavra da Vida, em Atibaia, São Paulo, participou de um grupo musical que representava o seminário, já com a presença de Nilma, com quem acabou se casando. Após formado no Seminário, uma circunstância promoveu um encontro com Jayrinho, que voltara recentemente de Portugal e fruto desse encontro em 1979, nasceu o  Grupo Elo, que marcou uma geração de crentes. Alguns de seus álbuns, como Calmo, sereno e tranquilo e Ouvi dizer, viraram clássicos, ePaulo Cezar, com sua poesia, uma referência.

A trágica morte do talentoso Jayro Gonçalves, o Jayrinho, culminou no fim do Grupo Elo. Mas Paulo Cezar  e Nilma seguiram adiante. E como ele mesmo disse: “Fui buscar consolo e inspiração na Bíblia”. E foi das Escrituras que surgiu a ideia de usar o nome LOGOS  que significa palavra viva,  “o que tem tudo a ver com nosso ministério, onde a Bíblia tem centralidade absoluta”, diz o artista. Com o Logos Paulo Cezar tem legado ao público cristão 17 álbuns e pérolas como as canções Situações, Espinho, Mão no arado, Portas abertas e Autor da minha fé. Compositor da maioria das músicas do grupo, o artista defende um louvor com conteúdo – coisa que, segundo ele, já não é prioridade no ambiente musical chamado evangélico. “A falta de conhecimento bíblico e os interesses comerciais estão na base da superficialidade”, resume.

Numa entrevista à revista Cristianismo Hoje, Paulo Cezar permitiu-se falar de coração aberto sobre o que pensa acerca da indústria musical, do próprio ministério e da Igreja. E não escondeu: “Sonho com bons músicos, crentes de verdade, que rendam seus talentos ao Senhor e testemunhem com suas vidas o caráter de verdadeiros adoradores.”

Perguntado “Como é o seu processo de composição?” ele respondeu – “Eu componho após pensar: pensar na minha própria vida, na vida das pessoas, nas necessidades; e sempre trago essas coisas diante da Palavra de Deus, que me diz o que fazer, ou como ir adiante. Evidentemente que os talentos natos vindos do Senhor afloram, e a excelência de quem quer adorar não permite a futilidade. Sei que, se eu for superficial e não verdadeiro, os resultados do que estou compondo serão também assim… No seminário onde estudei, embora não se tenha, especificamente, ensinado sobre os temas louvor e adoração, recebi as bases para buscar ser um verdadeiro adorador. E é isso que, desde então, tenho procurando ser.”

Fonte: O Colaborador

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