Esther Marques Monteiro

Esther Marques Monteiro

Esther Marques Monteiro nasceu em 30/05/1926 na localidade de Palmeiras, próximo a Paulo Frontin, interior do Estado do Rio de Janeiro.

Seus pais, José Monteiro da Silva Borges, comerciante, dono de armazém e Cecília Marques Monteiro; Esther é da família do Rev. Manoel Marques, conhecido evangelista do Sul Fluminense e pastor em Passa Três, nos anos de 1910.

Passado um tempo, Esther mudou-se para Bento Ribeiro, um subúrbio carioca. Lá foi batizada na Igreja Evangélica Congregacional de Bento Ribeiro, aos 17 anos, ainda em Bento Ribeiro, morava uma tia, Professora Francisca de Almeida Marques, viúva do Rev. Manoel Marques, acima referido. Ela e sua irmã Alda, aprenderam a tocar harmônio; sua tia possuía um portátil de boa qualidade, o qual muito serviu na Igreja Evangélica de Passa Três, onde tocava os hinos nos cultos, interior do Rio de Janeiro, no período em que seu esposo Manoel Marques foi Pastor ali. Sua tia faleceu e deixou o harmônio de presente para Alda e Esther; Alda faleceu, e coube a Esther o privilégio de conservá-lo. Já capacitada, passou a acompanhar os hinos no harmônio da Igreja de Bento Ribeiro.

Após o falecimento de sua mãe e o casamento da sua irmã Alda, Esther foi morar em São Cristóvão, então foi transferida para Igreja Evangélica Fluminense, a 1ª Igreja Evangélica em língua portuguesa, no Brasil, organizada em 11/07/1858 pelo casal de missionários Rev. Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley. Ali foi recebida em 02/11/1949 e exerceu várias funções iniciando suas atividades pelo Departamento Infantil.

Em 1962 produziu lições de Escola Dominical, destinadas ao Primário. Mais tarde, trabalhou com o Rev. Ralf Wilde e sua esposa Bárbara, casal de missionários da UESA (União Evangélica Sul-Americana), produzindo lições para Juniores. Participou da organização da Federação da Mocidade do então Distrito Federal, e também da Confederação das Uniões de Mocidade Evangélica Congregacional do Brasil, e desta sendo eleita a 1ª Secretária Correspondente.

Produziu artigos que foram publicados nos seguintes periódicos: “O Cristão”; Orgão Oficial da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil – UIECB; Revista “Vida Cristã”, da Confederação das Uniões Auxiliadoras Femininas, “Revista da Escola Dominical” e “Boletim Dominical”, da Igreja Evangélica Fluminense, do qual foi redatora alguns anos. Bibliotecária e Documentalista, formada pela então FEFIEG, atual UniRio, e desde 1976 nomeada Bibliotecária da ”Biblioteca Fernandes Braga”, da Igreja onde continua trabalhando.

Dia  08 de março 2006, o museu da Igreja Evangélica Fluminense, já existente desde 1976, por especial deferência da direção da Igreja, recebeu o nome de “Esther Marques Monteiro”, nele há peças utilizadas pelo Dr. Robert Reid Kalley, fundador e primeiro pastor da Igreja Evangélica Fluminense.

Participou do Projeto que a Sociedade Bíblica do Brasil lançou para a “Bíblia Manuscrita”, nele copiou todo o livro de I Reis.

Na área da música ajudou no ensaio e acompanhamento dos hinos do coro, de quartetos, solos, e participava nos cânticos. Nos cultos “Ar Livre” que a União Auxiliadora, de homens, realizava dominicalmente pela manhã e à tarde, também foi era organista. Participou do “Coral do Instituto de Cultura Religiosa do Rio de Janeiro”, em 1950, organizado pela Maestrina e Profª. Henriqueta Rosa Fernandes Braga, para se apresentarem na então “Escola Nacional de Música”, na Rua do Passeio. Em 1967, a Igreja Evangélica Fluminense adquiriu um órgão elétrico “Hammond C-3”; então teve aulas particulares com a Professora Hora Diniz Lopes e continua usando-o, acompanhando os hinos da congregação.

Ao completar 90 anos, organizou um culto cantado, em Ação de Graças a Deus e na oportunidade reencontrar amigos antigos; foi bem aceito pelo coro da Igreja, regido pelo maestro Elias Roger tendo a participação de regentes anteriores. Aceitando sugestões, Esther continua com esse gesto de agradecimento a Deus pelos anos concedidos; em 2019 foi o 4º culto comemorando os 93 anos de bênçãos. Quando em 1975, a 5ª edição de Salmos e Hinos, revista e aumentada ficou pronta, uma “Comissão Permanente de Salmos e Hinos” foi criada; dela participa até hoje, e também da “Associação de Amigos de Salmos e Hinos” que divulga e financia projetos para divulgação do hinário. Esther tem muito apreço pela coletânea de “Salmos e Hinos”, pois desde pequena familiarizou-se com o seu conteúdo, e chegou ao exagero de eleger um hino e considerá-lo seu, não querendo fosse ele cantado por outrem a não ser ela!! É o de número 384, na 5ª edição, intitulado “Felicidade em Jesus”. Dr. Kalley o escreveu em uma das ocasiões em que subia a Serra de Petrópolis, vindo das reuniões no Rio de Janeiro. Eis a letra:

Jesus sendo meu / Sou muito feliz / Eu vou para o céu, / Meu lindo país. / Eu não o mereço, / Sou vil pecador; / Mas, crendo conheço/ Meu bom Salvador.

Com o intuito de disponibilizar um instrumento, de boa qualidade, a pessoas com poucas chances de acesso, como a um que tenha mais de um teclado e pedaleira completa; também, pensando em sua velhice, quando não mais terá o privilégio de tocar na Igreja, então adquiriu um Órgão “Viscount Chorale 3” com 2 teclados e pedaleira completa.

A Deus toda a Glória!!

Fonte: A Colaboradora

 

Memórias da Música Sacra Evangélica no Brasil – Esther Marques Monteiro

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3 Resultados

  1. Nicelma Conceição de cassia disse:

    A Deus toda honra e toda Glória, que exemplo de mulher que o senhor continue abençoando sua vida Ester Marques. É um privilégio conhecê-la.

  2. Silvana disse:

    Deus continue a abençoa-la irmã Ester Marques, que nosso Salmos e Hinos seja sempre parte dos cultos oferecidos ao Senhor, tive o privilégio de estar com a senhora, exemplo de dedicação á obra do Senhor!

  3. Márcia SRosa disse:

    Comungo do mesmo privilégio,conhecê-la,na simplicidade do seu dia a dia. Parabéns dona Esther. Uma vida dedicada ao conhecimento e ao serviço ,em louvor a Deus.

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