Gióia Junior

Biografia

Rafael Gióia Martins Junior (1931-1996)

Gióia Junior (1931-1996)

Gióia Júnior, intitulando seu poema Salmo X, faz a pergunta: “Aflito? Por que aflito? Cansado? Por que cansado? (…) Descansa em Deus o cuidado, põe nele tua esperança; e vai dormir descansado, como dorme uma criança.” Esta poesia fez parte de um livro chamado Poemas em feitio de oração.

Rafael Gióia Martins Júnior nasceu em 09/08/1931 na Cidade de Campinas/SP. Foi o filho mais velho entre sete irmãos, do pr. Raphael Gióia Martins, grande pregador, polemista, filólogo, bibliófilo e pastor de várias igrejas. Gióia foi batizado por seu pai em 12 de outubro de 1941.

Desde os 13 anos, Gióia Júnior revelou sua vocação poética. Ele se intitula “um espécie de repentista nordestino nascido em São Paulo – tudo é feito em poucos minutos”.[1] Seus primeiros poemas foram publicados em O Jornal Batista. Em 1989, comemorando os 40 anos de poeta, o jornal consagrou-o “O maior poeta evangélico do Brasil”.[2] Elogiaram-no pelo seu ministério da Palavra por meio da sua poesia, lembrando-se dos seus livros de poesias espalhados e recitados por todo o país.

Gióia terminou seu curso ginasial em Campo Grande, MS, onde residia com a família. Fez o curso clássico no Colégio Roosevelt, em São Paulo, e os três primeiros anos de direito na Faculdade do Vale da Paraíba.

Gióia Júnior casou-se em 11 de julho de 1953 com Dinorah Gióia, organista, pianista, psicóloga e professora de psicologia. Teve quatro filhos: Rafael, Rosely, Rubens e Rosana, e cinco netos. Foi um excelente professor, e também publicitário, radialista, político de renome, poeta e líder cristão. Sempre conciliou sua vida pública com a pena do escritor. Ao publicar o livro “Canto maior”, edição comemorativa de 21 anos de publicação das poesias de Gióia Júnior, os editores da JUERP concluíram sua curta biografia com as seguintes palavras:

Agraciado com as Condecorações Marechal Rondon, General Couto de Magalhães e Pedro Álvares Cabral, Gióia Júnior é ainda jornalista, conferencista, polemista. Mas, antes de mais nada e acima de tudo, Gióia Júnior se orgulha de ser, com a humildade que é a principal característica de sua personalidade, “um servo fiel de nosso Senhor Jesus Cristo”.[3]

Entre outras obras poéticas de Gióia Júnior encontram-se publicadas pela JUERP: O cântico novo, Aparecem as flores na terra, Menino pobre, Estrela do Natal, Jesus – alegria dos homens e Maná do meu deserto. Outras coleções de poesias publicados foram Estátuas de sal (romance), Bem me quer (poesias infantis), Poemas paulistas, Caminho eterno e Ninho de netos. Das suas obras ele escreveu:

E eu, que posso escrever
dos pobres cantos meus?
Meus versos escrevi
para a glória de Deus!

Como homem público, Gióia Júnior sempre se destacou como profissional e como cristão. Foi vereador em São Paulo, deputado estadual duas vezes (Vice-Presidente da Assembleia Legislativa), deputado federal em três legislaturas, membro eleito da Constituinte da Câmara Federal, e observador da Câmara Federal da ONU. Foi autor de vários projetos de lei que mostraram sua preocupação com a liberdade religiosa e com o bem moral e espiritual do seu país.

Profundamente ligado à vida do trabalho batista no Brasil, entre muitos outros cargos, Gióia Júnior foi o primeiro presidente do departamento da Mocidade Batista de São Paulo, e primeiro vice-presidente do 2º Congresso Nacional da Mocidade Batista em Belo Horizonte, orador oficial da Convenção Batista Brasileira em 1974 (o segundo leigo na história dos batistas brasileiros a ser escolhido como tal) e de muitas outras convenções e congressos. Foi diácono em sua igreja, a Igreja Batista Unida do Brás, São Paulo, capital, até sua morte em 1996.

Gióia Júnior foi autor de mais de uma centena de hinos para congressos e institutos, sendo muitos cantados por todo o Brasil. Ganhou todos os concursos de que participou. Há, no Hinário para o culto cristão, além desse hino, o muito cantado Segundo a vontade de Deus (HCC 473),

Texto retirado do livro Notas Históricas do HCC, Edith Brock Mulholland. Rio de Janeiro. JUERP, 2001. p.313-315.

Colaboração de Westh Ney Luz

[1] GIÓIA JÚNIOR. Carta à autora em 20 de março de 1991.

[2] Gióia Júnior, o maior poeta evangélico do Brasil, O Jornal Batista, Rio de Janeiro, n.39 – Ano LXXXIII, 25 de setembro de 1988. p.1 e 8.

[3]  Gióia Júnior – Microbiografia, Canto maior, Rio de Janeiro: JUERP, 1969. p.19.

(1931-1996)

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *