Philip Bliss

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Philip Paul Bliss (1838-1876)

Philip Paul Bliss

Philip Paul Bliss é o segundo compositor cristão mais famoso da história. Se tivesse vivido tanto tempo quanto Fanny Crosby, Charles Wesley e Ira Sankey, ele poderia ter superado todos eles, como o maior compositor de música cristã e o mais amplamente cantado de todos os tempos, mas um trágico acidente ferroviário tirou sua vida aos 38 anos de idade.

Se alguém duvida dessa conclusão, veja suas contribuições.

Por doze anos, ele escreveu ambas a letra e a música de hinos tais como: Almost Persuaded, Dare to Be a Daniel, Hallelujah ‘Tis Done!, Hallelujah, What a Saviour!, Hold the Fort, Jesus Loves Even Me, Let the Lower Lights Be Burning, Once for All, The Light of the World Is Jesus, Whosoever Will, e Wonderful Words of Life. Ele escreveu apenas a letra de My Redeemer e apenas a música de I Gave My Life for Thee, It Is Well with My Soul, e Precious Promise[i]. Que tal para começar?! Houve e há centenas mais.

Algumas de suas músicas eram amplamente usadas quando ele as escreveu, e não são tão conhecidas atualmente. São: Are Your Windows Open Toward Jerusalem, Only an Armour-Bearer, More Holiness Give Me, Pull for the Shore, e Will You Meet Me at the Fountain?[ii] Nenhuma de suas músicas foi protegida por direitos autorais.

O Sr. Bliss nasceu no dia 09 de julho de 1938 em Clearfield County, Pensilvânia com uma melodia em seu coração, numa cabana de madeira em uma região montanhosa [ver Local de nascimento de PP Bliss ]. Seu pai, o Sr. Isaac Bliss, era um cristão dedicado. As primeiras lembranças espirituais que Bliss teve de seu pai foram as orações diárias em família. Essas orações foram parte integrante das suas memórias de infância, que o acompanharam por toda a vida.

Seu pai era um amante da música e foi através de seu pai que ele desenvolveu uma paixão pelo canto. Eles frequentavam a Igreja Metodista.

Quando Philip tinha cerca de seis anos, a família mudou-se para a cidade de Trumbull, em Ohio, mas três anos depois retornou para a Pensilvânia, estabelecendo-se na cidade de Tioga. Durante os dez primeiros anos de sua vida, o garoto teve pouca escolarização, salvo as cantorias de seu pai e os ensinamentos de sua mãe. A Bíblia Sagrada tornou-se uma influência crescente em sua vida.

Aos dez anos de idade, ele ouviu piano pela primeira vez e isso aumentou sua vontade de se tornar um músico. Vale a pena relatar o fato. Às vezes, ele recebia permissão para ir à cidade vender verduras de porta em porta. Era um meio de ajudar no orçamento da família, mas também de colocá-lo em contato com outras pessoas.

Certo sábado, com sua cesta cheia de verduras, o garoto desajeitado e descalço de dez anos de idade ouviu a música mais doce que já ouvira. As únicas coisas em que ele conseguia tocar melodias eram os caniços arrancados do pântano. Quase inconsciente do que estava fazendo, ele escalou a cerca do jardim de uma propriedade rural e entrou na casa sem ser visto. Na porta do salão, ele ouviu uma jovem tocando piano, o primeiro que ele já tinha visto. Quando ela parou, ele exclamou impulsivamente: “Ó moça, por favor, toque mais!” Assustada, a jovem se voltou e viu o estranho menino descalço diante dela e imediatamente exclamou: “Saia já daqui com seus pés grandes e descalços!” O menino não tinha percebido que havia invadido a casa, e voltou desolado para a rua.

Quando Philip tinha onze anos, em 1849, ele saiu de casa para ganhar a vida. Ele passaria os próximos cinco anos trabalhando em madeireiras e serrarias. Com um forte porte físico, ele era capaz de trabalhar como um adulto. Os anos seguintes o levaram a muitos lugares e o ensinaram muitos ofícios.

Aos doze anos, em 1850, ele fez sua primeira pública profissão de fé em Cristo e tornou-se membro da Igreja Batista de Cherry Flats, na Pensilvânia. Ele não se recordava de não ter amado a Cristo na vida, mas essa foi a data oficial de sua conversão.

Em 1851, ele se tornou assistente de cozinheiro num acampamento de extração de madeira, ganhando nove dólares por mês. Dois anos mais tarde, foi promovido a cortador de madeira. No ano seguinte, ele se tornou um funcionário de serraria. Entre os empregos, ele frequentava a escola. Incerto quanto à vocação que queria, apenas se preparava para qualquer oportunidade que aparecesse. Ele também gastava parte de seu dinheiro na educação musical. O jovem Philip permaneceu firme no Senhor entre os trabalhadores desordeiros do acampamento, embora não fosse fácil, mas a semente espiritual que havia sido solidamente plantada por seus pais agora estava frutificando. Começou, também, a participar das reuniões e cultos de avivamento metodistas.

Aos dezessete anos, em 1855, ele decidiu que daria o passo final para se preparar para a vida profissional. Ele foi para a cidade de Bradford, na Pensilvânia, e terminou a última fase para obter suas credenciais como professor. No ano seguinte, Philip tornou-se o novo professor em Hartsville, Nova York. Nas férias escolares de verão, ele foi trabalhar numa fazenda. Em 1857, ele conheceu J.G. Towner, que dirigia uma escola vocal em Towanda, na Pensilvânia. Reconhecendo que o jovem Bliss possuía uma voz incomum, ele se tornou seu primeiro professor de canto formal. Towner também possibilitou que ele fosse a uma convenção musical em Roma, na Pensilvânia, mais tarde no mesmo ano. Lá ele conheceu William B. Bradbury[iii], um notável compositor de música sacra. Quando a convenção terminou, Bradbury havia convencido Philip Bliss a se render ao serviço do Senhor. A forte influência desses homens em sua vida ajudaram-no a decidir ser um professor de música. Ainda na adolescência, Philip descobriu que tinha habilidade para compor música. Sua primeira composição foi enviada a George F. Root com um estranho pedido, “Se você achar que essa música possui algum valor, eu apreciaria receber uma flauta em troca dela.” E ele recebeu a flauta.

Em 1858, foi nomeado professor na Academia de Roma, na Pensilvânia. Ali ele conheceu uma bela jovem chamada Lucy Young, que se tornaria sua noiva. Ela era poetisa de uma família musical e muito o encorajou a desenvolver seus talentos musicais. Ela era membro zelosa da Igreja Presbiteriana, da qual ele também se tornou membro. Nos anos seguintes, eles cantaram lindos duetos a serviço de Cristo. Com menos de vinte e um anos, em 1º de junho de 1859, ele se casou com Lucy, que também era uma grande amiga de sua irmã. Ele passou a amá-la profundamente e admirá-la por sua maravilhosa vida cristã. O jovem noivo trabalhava na fazenda de seu sogro ganhando treze dólares por mês, enquanto continuava estudando música.

Ele dava aulas de música à noite para complementar sua renda e, aos vinte e dois anos, já possuía conhecimento suficiente de música para se tornar um professor de música itinerante. Ele ia de comunidade em comunidade, com um acordeão (sanfona) de vinte dólares e um cavalo velho. Era o tempo da escola de canto à moda antiga, que com frequência era conduzida por um professor que viajava de um lugar para outro. O Sr. Bliss se deliciava com esses exercícios e sua habilidade musical começou a atrair a atenção de seus amigos. Como professor de uma dessas escolas, reconhecia suas limitações e queria estudar com algum músico talentoso.

A avó de sua esposa proporcionou essa oportunidade no verão de 1860, dando-lhe trinta dólares para que ele pudesse frequentar a Academia Normal de Música de Nova York. Isso significava seis semanas de árduo estudo e inspiração. Quando terminou, ele assumiu o merecido posto de professor profissional de música. Em três anos, tendo participado de todas as sessões de verão e estudado o restante do ano em casa, o Sr. Bliss agora era reconhecido como uma autoridade musical em sua região, enquanto continuava a viajar itinerantemente. Seu talento foi evoluindo para a composição, e seu primeiro número… Loral Vale… embora não sacro, o levou a crer que pudesse escrever canções. Este número foi publicado em 1865, um ano depois de ter sido escrito.

Nos oito anos seguintes, entre 1865 e 1873, muitas vezes acompanhado de sua esposa, ele promoveu convenções musicais, escolas de canto e concertos sacros sob o patrocínio de seus empregadores. Ele estava se tornando mais popular no trabalho de concerto, ainda não direcionando seus esforços completamente ao canto evangélico. No entanto, estava escrevendo vários hinos e melodias para a escola dominical, e muitos deles foram incorporados aos livros The Triumph e The Prize.

Numa noite do verão de 1869, enquanto frequentava uma reunião de avivamento numa igreja onde D.L. Moody[iv] estava pregando, Bliss entrou para ouvir. Naquela noite, o Sr. Moody estava sem ajuda musical para o canto e o Sr. Bliss estava ciente disso. O canto era bastante fraco. Da congregação, Philip atraiu a atenção do Sr. Moody. Na porta, o Sr. Moody pegou rapidamente os dados do Sr. Bliss e pediu que ele comparecesse às reuniões das noites de domingo para ajudar no canto sempre que pudesse. Ele ainda o desafiou a desistir dos negócios pessoais e se tornar um evangelista cantor.

Outro encontro casual ocorreu com o major Daniel W. Whittle[v], quando o Sr. Bliss estava substituindo o líder numa das reuniões. Impressionado com sua voz, o Sr. Whittle recomendou o jovem para o cargo de diretor do coral na Primeira Igreja Congregacional em Chicago. Isso foi em 1870. A família Bliss se mudou para um apartamento na casa da família Whittle e, enquanto morava lá, ele escreveu dois de seus hinos mais populares … Hold the Fort e Jesus Loves Even Me. A cada ano, novas composições eram publicadas com muitas músicas de Bliss incluídas. Sua fama começou a se espalhar.

No outono de 1870, Bliss assumiu a função adicional de Superintendente da Escola Dominical na Igreja Congregacional, que durou três anos até que sua agenda lotada o impossibilitasse de continuar. Seu primeiro livro de escola dominical, The Charm, foi publicado em 1871.

No início de 1873, Moody pediu a Bliss para ser seu diretor musical em alguns encontros na Inglaterra. Bliss recusou e Sankey[vi] foi convidado. Logo depois, Bliss percebeu a oportunidade que havia recusado, pois poderia ter sido “Moody e Bliss” em vez de “Moody e Sankey”, pois aquela turnê deu destaque internacional a Moody.

Durante o inverno de 1873, Moody novamente o encorajou através de uma carta da Escócia a dedicar todo o seu tempo ao canto evangelístico. Bliss estava enfrentando um momento de decisão. Numa reunião de oração, o Sr. Bliss se colocou à disposição do Senhor e decidiu aceitar. Ele se juntaria ao amigo Major Whittle, um bom evangelista, em Waukegan, Illinois, e veria o que aconteceria. Isso foi de 24 a 26 de março de 1874. Num dos cultos em que o Sr. Bliss cantou Almost Persuaded, o Espírito Santo parecia preencher o salão. Enquanto ele cantava, pecadores se apresentavam para oração e muitas almas foram ganhas para Jesus Cristo naquela noite. Na tarde seguinte, ao se reunirem para orar, o Sr. Bliss entregou sua vida formalmente a Jesus Cristo. Ele desistiu de tudo – suas convenções musicais, sua composição de músicas seculares, seu cargo comercial, seu trabalho na igreja, para que estivesse livre para se dedicar, em tempo integral, ao canto da música sacra evangelística, especialmente para ser o cantor evangelista do Sr. Whittle e o cuidador das crianças. Ao mesmo tempo, o Sr. Whittle dedicou sua vida ao evangelismo em tempo integral. Uma equipe evangelística nasceu. Pouco adiantaria ao Sr. Bliss saber que viveria apenas mais dois anos e meio.

Dependendo do Senhor para cuidar de sua esposa e dois filhos, ele se juntou a Whittle numa bem-sucedida carreira evangelística. Bliss compilou um livro de canções de avivamento para uso em suas campanhas, intitulado Gospel Songs. Foi um tremendo sucesso, gerando royalties de trinta mil dólares, os quais ele cedeu integralmente a Whittle para desenvolver os esforços evangelísticos deles. Outra fonte menciona que foram levantados sessenta mil dólares e doados a instituições de caridade. Mais tarde, quando Moody e Sankey retornaram da Inglaterra, Sankey e Bliss uniram seus respectivos livros, Canções Sagradas e Solos de Sankey ao livro de Bliss. A nova compilação foi chamada de Gospel Hymns and Sacred Songs por Bliss e Sankey[vii]. Bliss, é claro, ficou entusiasmado com essa exposição adicional de seu ministério. Várias edições foram publicadas posteriormente com a colaboração de George C. Stebbins[viii]. Enquanto isso, a equipe Whittle-Bliss realizou cerca de vinte e cinco campanhas em Illinois, Wisconsin, Pensilvânia, Kentucky, Minnesota, Mississippi, Alabama e Geórgia. A reunião de Louisville, Kentucky, em 1875, foi especialmente boa. O Sr. Bliss também gostava de trabalhar com jovens e frequentemente conduzia suas próprias “reuniões de louvor”, onde pregava e cantava.

Na sexta-feira, dia 24 de novembro de 1876, o Sr. Bliss cantou numa reunião de ministros dirigida por D.L. Moody no Farwell Hall de Chicago. Mais de mil pregadores estiveram presentes. Uma das músicas favoritas que foi cantada foi Are Your Windows Open Toward Jerusalem. Além disso, ele apresentou ao encontro uma nova canção para a qual ele havia acabado de escrever a música… It is Well with My Soul (Sou Feliz). Agora restava a ele 1 mês de vida.

Em seguida, dirigiu um culto para os oitocentos detentos da prisão do estado de Michigan. Em genuíno arrependimento, muitos deles choraram quando ele falou do amor de Deus e cantaram Hallelujah, What a Saviour! O último hino que ele cantou numa reunião pública foi uma de sua autoria, chamada Eternity.

O Sr. Bliss passou o período de Natal com sua mãe e irmã em Towanda e Roma, na Pensilvânia, e planejou voltar a Chicago para trabalhar com Moody em janeiro. Um telegrama, no entanto, chegou pedindo que ele voltasse mais cedo, a fim de participar de reuniões anunciadas para o domingo seguinte ao Natal. Ele enviou uma mensagem. “Bilhetes para Chicago, através da ferrovia Buffalo e Lake Shore. Bagagem despachada. Estarei em Chicago na sexta à noite. Deus os abençoe para sempre.” Ele decidiu deixar seus dois filhinhos, Philip Paul, de 1 ano, e George, de 4, com sua mãe.

Então, chegou o dia que atordoaria o mundo cristão: 29 de dezembro de 1876. O trem, o Pacific Express, estava combatendo uma ofuscante nevasca e estava cerca de três horas atrasado numa tarde de sexta-feira. Onze vagões puxados por duas locomotivas estavam se arrastando pelas enormes nevascas, aproximando-se de Ashtabula, Ohio. Passando por uma ponte de cavaletes que atravessava um rio, a primeira locomotiva atingiu um terreno sólido do outro lado, mas todo o resto despencou 23 metros barranco abaixo para dentro da água gelada. Mais tarde, foi constatado que as águas da enchente haviam enfraquecido a ponte.

Cinco minutos depois que o trem caiu, começou um incêndio. Tomados pela ventania do vendaval, os vagões de madeira se incendiaram com as chamas. O Sr. Bliss conseguiu se libertar e rastejar até um lugar seguro através de uma janela. Ao descobrir que sua esposa havia ficado presa sob as ferragens dos assentos, ele voltou ao vagão e, bravamente, permaneceu a seu lado, tentando libertá-la enquanto as chamas dominavam seus corpos. Tudo o que restou foi uma massa carbonizada. Nenhum vestígio de seus corpos foi jamais descoberto. Durante dias, não se sabia quem estava entre os mortos, pois não havia lista de passageiros. Calculou-se que dos 160 passageiros, restaram apenas 14 sobreviventes. Mais tarde, fontes oficiais disseram que 92 morreram. Na maioria dos casos, não havia nada para recuperar. [Veja o  Desastre da Ponte Ashtabula]

O baú do Sr. Bliss chegou a Chicago em segurança. Quando foi aberto, verificou-se que a última música que ele havia escrito antes de sua morte [refere-se ao hino “He Knows”, que foi escrito por Mary G. Brainard; P.P. Bliss adicionou o refrão e compôs a música] começa da seguinte forma:

“Não sei o que me espera. Deus gentilmente venda meus olhos …”

O baú continha muitos poemas-hinos para os quais ele ainda não havia escrito a música. Um deles foi My Redeemer, que se tornou mundialmente famoso, quando a música foi adicionada por James McGranahan[ix]. McGranahan, a propósito, com trinta e seis anos na época da morte de Bliss, ficou tão emocionado com a tragédia, que decidiu desistir de suas diversas obras e suceder Bliss como cantor evangelista de Whittle.

O funeral foi realizado em Roma, Pensilvânia, onde foi erguido um monumento com a inscrição “P.P. Bliss, autor… Hold the Fort!” Os serviços memoriais foram realizados em todo o país para o casal amado. A morte de nenhum outro cidadão trouxe mais sofrimento à nação. Em 31 de dezembro, D.L. Moody falou num encontro memorial em Chicago. Em 5 de janeiro, foi realizado um culto de cânticos para homenagear o Sr. Bliss e oito mil pessoas encheram o salão, e outras quatro mil ficaram do lado de fora.

Aqui estão as histórias de alguns de seus hinos:

  • Almost Persuaded… Além de Just as I Am, essa tem sido a canção de convite evangelístico de maior sucesso já escrita. No início dos anos 1870, o Sr. Bliss ouvia um sermão do Rev. Brundage, um amigo dele, numa pequena igreja no leste. O pregador encerrou seu apelo com: “Aquele que está quase convencido está quase salvo. Mas estar quase salvo é estar eternamente perdido!” Essas palavras impressionaram Bliss tão profundamente que o levaram a escrever esse grande hino.
  • Hold the Fort… Em 1864, o general Hood, durante a Guerra Civil, conseguiu incomodar o exército do coronel Sherman pela retaguarda, atrasando assim seu avanço ao objetivo. Como a situação parecia sem esperança, eles avistaram uma bandeira branca sendo acenada numa montanha distante a trinta e dois quilômetros de distância, com a mensagem: “Segurem o forte! Estou voltando. Sherman”. Três horas depois, o inimigo teve que recuar ao chegarem os reforços. Em maio de 1870, numa reunião especial da Escola Dominical em Rockford, Illinois, o relato dessa história por Whittle emocionou Bliss. No dia seguinte, numa reunião da ACM de Chicago, o Sr. Bliss escreveu um refrão em um quadro negro e cantou para eles extemporaneamente. A plateia se juntou e o efeito foi eletrizante.
  • Jesus Loves Even Me… Certa noite, o Sr. Bliss, cansado após    muitos dias de trabalho no centro de Chicago, estava descansando na casa da família Whittle, na Rua 43 South. Seu coração estava transbordando de alegria e ele meditava em Romanos 5:5. Enquanto meditava e orava, com lágrimas nos olhos, ele pegou lápis e papel e escreveu: “Estou tão feliz que nosso Pai Celestial Fala do Seu Amor no Livro que nos deu…”
  • Let the Lower Lights Be Burning… Ocasionalmente, o Sr. Bliss  viajava com Moody e participava de suas reuniões. Certa vez, o Sr. Moody estava contando a história de um naufrágio em uma de suas mensagens. Numa noite escura e tempestuosa, um grande navio de passageiros avançou cautelosamente em direção ao porto de Cleveland. O piloto sabia que só conseguiria encontrar o canal do porto mantendo duas lanternas baixas da praia alinhadas com o farol principal. “Você tem certeza de que é Cleveland?” perguntou o capitão. “Com certeza, Sr.”, respondeu o piloto. “Onde estão as lanternas baixas?” ele perguntou. “Sumiram, Sr.!” foi a resposta. O piloto girou a direção, mas na escuridão perdeu o canal. O barco bateu nas rochas e muitas vidas foram perdidas naquela noite. As palavras finais do Sr. Moody foram: “Irmãos, o Mestre cuidará do grande farol; vamos manter as lanternas baixas acesas”. Na reunião seguinte com o Sr. Moody, o Sr. Bliss cantou essa música…
  • Let the Lower Lights Be Burning. Foi publicada em 1874. Diz-se que este era o hino favorito de Billy Sunday.

Terminamos este esboço, observando “Sou Feliz” (Está Tudo Bem com a Minha Alma), cujos versos foram escritos por Horatio G. Spafford. Em 22 de novembro de 1873, esse pregador e bom amigo do Sr. Bliss perdeu seus quatro filhas nas profundezas do Oceano Atlântico, como resultado de uma colisão. Spafford enviou sua esposa e filhas à frente, prometendo encontrá-los brevemente na França. Ele escreveu os versos no meio do Atlântico, a caminho de se reunir com a esposa enlutada. Ele pediu ao Sr. Bliss que escrevesse a música para seus versos. Foi apresentada publicamente pela primeira vez na reunião de ministros em Chicago, em novembro de 1876, mencionada anteriormente. Um mês depois, a alma do Sr. Bliss estava bem, quando se reuniu com as crianças da família Spafford.

Texto copiado por WholesomeWords.org e usado com permissão, 13/7/99. O texto acima é um dos 46 livretos de Ed Reese[x] da Série Christian Hall of Fame. Essas biografias curtas fornecem um bom material para as lições da Escola Dominical, devoções familiares e leitura para jovens e adultos.

Tradução: Jônatas Gordon

Fonte: http://www.wholesomewords.org/biography/biobliss.html

© 2019 da tradução de Jônatas Gordon – Usado com permissão

Nota auxiliar e complementar:

[i] Foram encontrados mais de 160 hinos nos hinários brasileiros – acervo particular.

Listo os 3 hinários com maior número de hinos de Philip Paul Bliss: em 3º lugar, o Hinário Evangélico contendo 20 hinos; em 2º lugar, o Hinário Salmos e Hinos contendo 21 hinos e em 1º lugar o Hinário Cantor Cristão contendo 27 hinos.

Ver arquivo – Relação de Hinos, compilado por Jônatas Fernandes colaborador técnico do site Hinologia Cristã – Cantos da Fé Cristã.

[ii] Este, encontrado apenas no Hinário Evangélico (no momento – acervo particular)

[iii] Considerado o percussor da música da escola dominical. Ver Biografia em – https://hymnary.org/person/Bradbury_William

[iv] Evangelista e Editor de Hinário

Ver biografia em: http://biografiadosheroisdafe.blogspot.com/2010/01/dwight-lyman-moody.html

[v] Evangelista e escritor de hinos.

Um clássico escrito por ele e cantado até os dias de hoje é o hino I Know in Whom I Have Believed (encontrado a título de exemplo no Cantor Cristão como: Não sei por que, nº 377)  mais conhecido pelo seu célebre e famoso estribilho: “Mas eu sei em quem tenho crido, e estou bem certo que é poderoso. Pra guardar o meu tesouro até o dia final”. Ver biografia em: https://www.wholesomewords.org/biography/bwhittle.html

[vi]  Cantor e Compositor

Conhecido como “A doce voz do Metodismo”. UM clássico musicalizado por ele é o hino: Take Me As I Am, conhecido e cantado como “Eu venho como estou…”. Ver biografia em: https://library.moody.edu/archives/biographies/ira-d-sankey/

[vii] Ver hinário – https://archive.org/details/gospelhymnssacre01blis

[viii] Músico, compositor e evangelista.

Uma de suas músicas cantadas nas congregações é o My Saviour Died for Me (encontrado a título de exemplo na Harpa Cristã como: Lugar de Delícias, nº 202). Ver biografia em: https://hymnary.org/person/Stebbins_GeorgeC?tab=tunes

[ix]  Músico, compositor e cantor evangelista.

Musicou a letra do Evangelista Daniel Webster Whittle – I Know in Whom I Have Believed

Ver biografia em: http://www.hymntime.com/tch/bio/m/c/g/mcgranahan_j.htm

[x] Missionário, evangelista, historiador, pastor, professor universitário e consultor de muitas grandes organizações cristãs. Pioneiro na edição da Bíblia em ordem cronológica, lançou também uma série de biografias precisas de homens e mulheres usados ​​por Deus, aqueles bem conhecidos e aqueles que eram aparentemente desconhecidos. Ao longo dos anos, inúmeras horas foram dedicadas a pesquisas e entrevistas com obreiros cristãos. Ver obituário/biografia em: https://www.gentrygriffey.com/obits/dr-edward-reese/

 

(1838-1876)

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