Os Hinos e a Reforma Protestante – Jônatas Fernandes

Os Hinos e a Reforma Protestante (1517-2020)

A reforma protestante para nós cristãos foi um marco.

No início do cristianismo, a igreja seguia ritos e normas estabelecidos por Cristo Jesus e administrados por seus ministros/discípulos, mas, com o passar do tempo, a igreja fugiu dos seus princípios iniciais. A igreja passou a ser questionada quanto às suas imposições, o que, por volta do século XVI, culminou com a reforma protestante, ou movimento reformista cristão, iniciada por um monge chamado Martinho Lutero. Como mencionado, culminou com a atuação de Lutero, porém no século XIV um inglês já teria aquecido o movimento posterior – John Wycliffe.

As 95 teses fixadas na porta da igreja do castelo de Wittenberg foram o ponto final de elucidações e “conversão” do monge. A partir daí, começa-se o trabalho de massificar as boas novas através e exclusivamente a partir do livro sagrado – Bíblia.

Como propagar este evangelho?

A Alemanha, país localizado na Europa Central, tinha um índice de alfabetização muito baixo, para ser mais exato, 5%. O acesso à Bíblia Sagrada era restrito, mesmo depois da imprensa ser estabelecida por Johannes Gutenberg. A Bíblia era impressa em língua vernácula, mas a compreensão não era total.

A solução e grande centelha para que o conhecimento fosse amplamente divulgado em caráter de ensino, fixação, luta e, porque não, adoração foram os hinos.

Lutero, um apreciador de arte e homem musicalizado, já conhecia a estrutura musical adotada nas igrejas, porém preferiu a optima ars, ou seja, a prática musical em ação, e não a teoria (de primeiro momento). O canto com a silábica exageradamente extensa tornou-se dispensável para Lutero uma vez que ele agora insere os lieds no canto. A língua vernácula, alemão, é o principal idioma na execução. Muito material musical foi produzido e os hinos ganharam espaço e forma.

Para Lutero, esses hinos seriam a ferramenta necessária para uma nação cuja alfabetização era minoritária; a música seria o meio que ensinaria e fixaria a palavra de Deus na mente dos convertidos e que passaria as verdades bíblicas de geração a geração. O canto congregacional foi então fixado nas igrejas e, com o passar do tempo, o movimento ganhou corpo na tentativa de retornar à sua forma original. A educação torna-se quesito primordial para mentes e corações que, a partir desse momento, seguem esse novo entendimento.

Quando pensamos em Martinho Lutero, é quase inerente vir à nossa mente o famoso hino “Castelo Forte”, porém outras obras desse servo do Senhor são desconhecidas ou pouco cantadas em congregações e igrejas protestantes. A obra luterana é vasta.

Queremos apresentar alguns hinos que foram inseridos nos hinários protestantes brasileiros, hinos esses que foram e são ferramentas no trabalho de ganhar almas ao reino de Cristo Jesus. (Teremos como base o Hinário HPD – Hinos do Povo de Deus da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil)

A certeza que liberta a alma e que galga passos de encontro com Cristo continua sendo a sua Palavra:

Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé. Romanos 1:17

Referência:

Portal Luteranos. Martim Lutero – hinos. Disponível em:< http://www.luteranos.com.br/conteudo/martim-lutero-hinos>. Acesso em: 06 de set. 2017.

Jônatas Fernandes

© 2020 de Jônatas Fernandes – Usado com permissão

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