Manoel Avelino de Souza

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Manoel Avelino de Souza (1886-1962)

Biografia

Manoel Avelino de Souza

Manoel Avelino de Souza (10 nov 1886 – 27 set 1962) nasceu na Bahia; lá se converteu e foi batizado em Dezembro de 1906, graças à pregação evangelística de Salomão Luiz Ginzburg (1867-1927).

Era empregado de um armazém, onde também vendia bebidas alcoólicas, sendo considerado indispensável pelo seu patrão por causa de sua honestidade. Em junho de 1907, com 21 anos de idade, assistiu a primeira assembléia da Convenção Batista Brasileira. Em 1910, conversando longamente com T.B.Ray, secretário-auxiliar da junta de missões estrangeiras da convenção batista do Sul dos Estados Unidos da América, decidiu-se pelo trabalho evangelístico, apesar da resistência de seu patrão.

Foi para o Rio de Janeiro; entre 1911 e 1916, freqüentou, juntamente com Ricardo Pitrowsky e Sebastião Angélico de Souza entre outros, o Colégio Batista e o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; durante os estudos, foi evangelista, auxiliando o missionário William Edwin Entzminger, pástor da Primeira Igreja Batista de Niterói e redator de “O Jornal Batista”.

Em 1916, bacharelou-se em Teologia, na primeira turma formada pelo STBSB.

Em 1917, obteve o grau de Mestre em Teologia; em agosto desse ano, foi consagrado pastor da PIB de Niterói e iniciou a construção do templo dessa igreja.

Em 1918, pouco tempo depois de ter concluído os cursos no seminário, aconteceu a sua primeira eleição para a presidência da CBB.

Em dezembro de 1919, casou-se com D.Eva. Em 1921, inaugurou o templo da PIB de Niterói, na Rua Visconde de Sepetiba (ver: OJB, 21 dez 86, p.2).

Nos anos de 1923 e 1924, fez curso de aperfeiçoamento em Homilética no seminário batista de Louisville, Kentucky (EUA). Em 1925, 1928 e 1929, foi novamente eleito presidente da CBB.

Em 1929, obteve o doutoramento em Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Rio de Janeiro.

Foi professor de Filosofia, Teologia e Homilética no STBSB e fundou o Colégio Batista de Niterói.

Em 1930, foi eleito 2o vice-presidente do Congresso Batista Latino-Americano.

Em 1931, traduziu o livro “A Wandering Jew in Brazil” (“Um Judeu Errante no Brasil”), autobiografia de Salomão Luiz Ginzburg.

De 1934 a 1939, ocupou uma das vice-presidências da Aliança Batista Mundial.

Em 1941 e 1942, foi eleito presidente da Convenção Batista Brasileira, voltando, em 1945, pela sétima e última vez, à essa presidência.

Foi duas vezes orador oficial da Convenção Brasileira (1920 e 1932) e várias vezes presidente da Convenção Fluminense.

Em 1960, construiu o segundo templo, na Rua Marquês do Paraná, diante da principal artéria da então capital fluminense.

Manoel Avelino faleceu em 27 de setembro de 1962 e foi sepultado no cemitério de Maruí, em Niterói (RJ).

Rolando de Nassau

(Publicado em “O Jornal Batista”, 01 dez 2002, p. 4). (Em comemoração do 40o. aniversário do falecimento)
(www.abordo.com.br/nassau/art_04hg.htm#01) Música N.662
© 2002 de Rolando de Nassau – Usado com permissão

Fotografia enviada pela Colaboradora Denise Carvalho

 

Hinos de Manoel Avelino

Ele escreveu para o “Cantor Cristão” 26 letras originais e adaptou três letras que encontrou traduzidas.

Pesquisamos as edições de “O Jornal Batista” dadas a lume entre 1917 e 1928; nesse período, foram publicados 14 hinos, dos quais 11 foram aproveitados no “Cantor Cristão”. Os três hinos que não foram incluídos no CC são os seguintes:
1. “Vinde a Jesus”, escrito no Rio de Janeiro em 1o. de Outubro e publicado em OJB (25 out 1917, p.9);

“Cristo, o Mestre, nos manda”, dedicado a João Isidro de Miranda (OJB, 30 ago 1928, pp.1 e 7);

“Santos hinos de louvores”, escrito em Niterói em 27 de setembro e dedicado à PIB de Vitória (ES), Loren M.Reno e Almir S.Gonçalves (OJB, 04 out 1928, p.11).

Justamente o mais famoso, “Temos por lutas passado”, escrito em 1917, quando iniciava-se a construção do templo da Rua Visconde de Sepetiba, embora tenha entrado em sucessivas edições do CC, inclusive por ocasião da revisão de 1958, não foi previamente publicado em OJB.

Presumivelmente, foram escritos, e talvez publicados em OJB, depois de 1928, mais 18 hinos, os quais não temos condições de determinar as suas datas de composição; seria necessário pesquisar as edições de OJB entre 1928 e 1971, quando foi lançada a 36a edição. Em 1921, foram publicados cinco hinos: “Hoje, inaugura-se aqui” (CC-564) e “Vamos nós louvar a Deus” (CC-385), escritos especialmente para a inauguração do templo na Rua Visconde de Sepetiba, ocorrida em 17 de abril de 1921 (OJB, 21 e 28 jul 1921); o hino “Nós iremos com Cristo Jesus” (CC-495), uma adaptação feita por Manoel Avelino em 1o de Outubro (OJB, 13 out 1921, p.5); o hino “Bendito Senhor, nosso Rei Jesus” (CC-418), dedicado à Sociedade Feminina da PIB de Niterói (OJB, 17 nov 1921, p.5) e o hino “O povo, sim, coberto de densas trevas” (CC-29), escrito para o Natal (OJB, 22 dez 1921, p.4).

O hino missionário “Disse Jesus: Ide por todo o mundo” (CC-438) foi escrito em Niterói, em 15 de maio, e dedicado à CBB (OJB, 25 maio 1922, p.6). Escritos também em Niterói, os hinos sobre oração: em 21 de julho, “Nosso Deus e Pai bondoso” (CC-158) (OJB, 27 jul 1922, p.11); em 31 de agosto, “Ó Deus bendito, atende o nosso rogo” (CC-156) (OJB, 12 out 1922, p.3).

No início de 1923, três hinos que falam de amor foram escritos antes de viajar para o seminário de Louisville:

  1. “Duas vidas” (CC-567), dedicado a Esther Silva Dias (OJB, 04 jan 1923, p.8);
  2. “Oh! Maravilha do amor de Jesus” (CC-36) (OJB, 08 fev 1923, p.1) constou do 1o fascículo da 1ª edição musicada do CC, que foi lançada, na íntegra, em 1924;
  3. “Que doce voz tem meu Senhor!” (CC-384) (OJB, 19 abr 1923, p.1).

Por intermédio da Ir. Flávia Mirtes Cunha dos Santos, o venerando Pr. Samuel de Souza (PIB do Ingá, em Niterói, RJ), filho de Manoel Avelino, prestou-nos valiosas informações sobre mais quatro hinos, que a seguir adicionamos a este artigo. O Pr. Samuel de Souza esclareceu que o hino intitulado “A chamada” (“Vinde a Jesus”) (OJB, 25 out 1917, p.9), não incluído no “Cantor Cristão”, foi escrito para a posse do Pr. Leobino Rocha Guimarães; que o hino intitulado “A tarefa da Igreja”, com música de C. H. Gabriel (“Cristo, o Mestre, nos manda”), foi dedicado a João Isidro de Miranda, membro da Igreja Batista em Castro Alves (BA); que o hino dedicado aos 25 anos (1903-1928) da PIB de Vitória (ES), com o título “Reconhecimento”, era uma adaptação do hino nº 62 do “Cantor Cristão” (1971).

Em 1921 e 1924, foram publicados mais dois hinos: “Vida feliz” (OJB, 01 dez 1921) e “Natal de Jesus” (OJB, 25 dez 1924), possivelmente enquanto estudava em Louisville, Kentucky (EUA).

Para a revisão de 1958, Manoel Avelino escreveu, musicados por sua filha Helena de Souza, os hinos alternativos: “Unidas trabalhando” (no.486), para ser cantado pelas senhoras da PIB de Niterói (RJ); “Vamos à guerra santa!” (no.352); “A nossa fortaleza é Deus” (no.402), para a consagração do Pr. Rafael Zambrotti; e “Nós iremos com Cristo Jesus gozar uma vida de eterno prazer e amor” (no.439).

O Pr. Samuel de Souza esclareceu ainda que o hino “União vital” (“Duas vidas, Senhor, se unem num só ser”), dedicado a Esther Silva Dias, tinha sido usado em 1922 também no casamento do Pr. Alberto Portela (CC-495, ed.1958, CC-567, ed.1971).

A CBB, em sua assembléia, em janeiro de 1958, mandou publicar a revisão do CC, feita por uma comissão composta de Manoel Avelino, Ricardo Pitrowsky, Moisés Silveira e Alberto Portela. Uma revisão radical: de acordo com o relatório, das 29 letras de Manoel Avelino, 10 deveriam ser retiradas do CC. Mas em 1971 os hinos nos. 29, 51, 52, 83, 94,156, 336, 495, 511 e 555-CC, escritos por Manoel Avelino, foram poupados de serem excluídos do CC (36a. edição), o que tinha sido aprovado pela Comissão de 1958, presidida pelo próprio hinógrafo!

Manoel Avelino não era músico, mas sabia escolher música para as letras de seus hinos. Aproveitou músicas de Bliss, Bradbury, Gabriel, Kirkpatrick, Miles, Ogden, Scholfield, Sweeney, Towner e outros.

Manoel Avelino captou melodias de agrado popular. Não era músico genial, mas tinha que ser um poeta congenial. Acostumada ao cantochão das ladainhas católicas, repetitivas até a exaustão (os cânticos evangélicos da atualidade são tão repetitivos quanto os mantras), a religiosidade brasileira em contato com o canto evangélico recebeu a novidade de afirmações doutrinárias serem cantadas em estrofes. Além disso, o ritmo do “gospel hymn” era um elemento de modernidade no canto religioso, que atraía os que se aproximavam das “novas seitas”.

Na primeira metade do século 20, a música evangélica tinha sua identidade, não se confundia com a música profana popular.

Amigo da música tradicional, Manoel Avelino pressentia a aproximação, na década de 50, de estilos musicais incomuns e extravagantes, que poderiam desvirtuar (como desvirtuaram, depois de 1960!) o canto congregacional dos batistas. Afinal de contas, cabia-lhe preservar a hinódia constante do “Cantor Cristão”, do qual era um dos poucos contribuintes brasileiros. O “gospel-rock” estava começando a desembarcar nas praias de Niterói … Mais tarde, viriam os teclados, as guitarras, os saxofones, as baterias, os pandeiros, a coreografia, a dança…

Qual foi a contribuição de Manoel Avelino? Dar sentimento nacional a uma hinódia importada; não poderia oferecer-lhe uma melodia de índole nativa, por não ser músico.

A Comissão do HCC mostrou-se mais radical: das 29 letras, somente cinco (CC-94=HCC-304; CC-191=HCC-296; CC-335=HCC-497; CC-361=HCC-251; CC-454=HCC-502) foram aproveitadas no “Hinário para o Culto Cristão” (HCC).

No dizer de José dos Reis Pereira, as obras de Manoel Avelino de Souza “permanecem e testificam do grande valor de sua vida” (OJB, 09 nov 1986, p. 1).

Revendo os hinos de Manoel Avelino I e II

(Dedicado aos leitores Rui Xavier Assunção, do Rio de Janeiro, RJ e João Moreira da Silva, de Coronel Fabriciano, MG)

Em 1986, estávamos em sintonia. Com o intervalo de poucas semanas, foram publicados artigos, o de Reis Pereira, editor deste jornal (09 nov 86), e o meu (21 dez 86), comemorando o centenário do nascimento de Manoel Avelino de Souza (1886-1962).

Na década de 80 pretendi fornecer aos nossos leitores a relação, em ordem cronológica, das letras de Manoel Avelino.

Quem escreve sobre hinos, deve ter o cuidado de declarar aos leitores a idade dos hinos e a sua própria idade … Sou admirador dos hinos de Manoel Avelino desde a mais tenra infância …

Amigo da música tradicional, ele pressentiu, em 1957, a aproximação de estilos musicais incomuns e extravagantes, que poderiam desvirtuar, como efetivamente desvirtuaram, o canto congregacional dos Batistas. Afinal de contas, cabia-lhe preservar a hinódia constante do “Cantor Cristão”, do qual era um dos poucos contribuintes.

Acostumada ao cantochão das ladainhas católicas, a religiosidade brasileira, em contato com o canto protestante, particularmente o de tendência pentecostalizante, foi recebendo a novidade de afirmações doutrinárias serem cantadas em estrofes.

Além disso, o “gospel hymn” (hino evangelístico), animado pelo ritmo, no início do século 20 era um elemento de modernidade no canto religioso, que atraía os que se aproximavam das “novas seitas”.

A hinódia conhecida por Manoel Avelino era a predominante nos EUA, composta e editada por C.A.Gabriel, W.J.Kirkpatrick, D.B. Towner e C.Austin Miles.

Durante 40 anos, na primeira metade do século 20, Manoel Avelino escreveu letras que podiam sensibilizar o coração do ouvinte.

Na virada do século, parece, nem os músicos evangélicos acreditam nessa possibilidade, mas preferem os cânticos alienígenas.

Manoel Avelino escreveu as letras de 39 hinos, das quais 29 foram incluídas, a partir de 1917, no “Cantor Cristão”. A seguir, o resultado de nossa mais recente pesquisa hinológica, que alguns sites e blogs, apesar de pertencerem a internautas evangélicos, continuarão a copiar sem citar devidamente a fonte.

  1. “Vitória nas lutas” (CC-454)

Escrito na época do início da construção do segundo templo da PIB de Niterói, na Rua Visconde de Sepetiba. Não previamente publicado em “O Jornal Batista”. Aproveitado no “Hinário para o Culto Cristão” (HCC-502) (Edith Brock Mulholland, Notas Históricas do HCC, pp. 375 e 376. Rio de Janeiro: JUERP,2001).

“Incipit” (palavras iniciais do texto do hino): “Temos por lutas passado”; estribilho:

Sim, Deus é por nós!”.

  1. “A chamada”

Escrito no Rio de Janeiro em 1º. de outubro de 1917. Só publicada a letra (OJB, 25 out 1917, p. 9). Não incluído no CC. Dedicado na posse do pr. Leobino Rocha Guimarães. “Incipit”:

“Vinde a Jesus”.

  1. “Mais um templo” (CC-564)

Escrito para a inauguração do templo, ocorrida em 17 de Abril de 1921. Publicada só a letra (OJB, 21 jul 1921, p.7).

1º. “incipit”: “Somos-Te gratos, ó Deus Salvador”; 2º. “incipit”: “Hoje, inaugura-se aqui”; estribilho: “Glória a Deus, cantem os filhos Teus”.

  1. “Louvor” (CC-385)

Cantado na inauguração do templo. Publicada só a letra (OJB, 28 jul 1921, p. 9). “Incipit”: “Vamos nós louvar a Deus”; estribilho: “Exaltado seja nosso Deus e Pai”.

  1. “Redenção” (CC-495)

1ª. adaptação, feita em 1º. de outubro de 1921, da letra de Eben Eugene Rexford. Publicada só a letra (OJB, 13 out 21, p.5).”

Incipit”: “Nós iremos com Cristo Jesus”.

  1. “Disposição de trabalhar” (CC-418)

Dedicado à Sociedade Feminina da PIB de Niterói. Publicada só a letra (OJB, 17 nov 1921, p. 5). “Incipit”: “Bendito Senhor, nosso Rei Jesus”; estribilho: “Querido Senhor, vem, oh, vem, ouvir-nos a nossa oração”.

  1. “Vida feliz”

Publicado em OJB (01 dez 1921). Não incluído no CC.

  1. “Nasce Jesus” (CC-29)

Escrito para o Natal. Publicada só a letra (OJB, 22 dez 21, p.4).

“Incipit”: “O povo, sim, coberto de densas trevas”; estribilho:

“É Jesus que nasce”.

  1. “Eis a nova” (CC-191)

Direitos autorais registrados pela Junta de Escolas Dominicais (sucedida pela JUERP) em 1921. Aproveitado no HCC-296.

“Incipit”: “Oh! Que mensagem cheia da compaixão de Deus”

  1. “Ouvindo de Jesus” (CC-438)

Escrito em Niterói, em 15 de maio de 1922, e dedicado à CBB (OJB, 25 mai 1921, p. 6). “Incipit”: “Disse Jesus: Ide por todo o mundo”.

  1. “Em oração” (CC-158)

Letra elaborada em Niterói, em 21 de julho de 1922, e publicada em OJB (27 jul 1922, p. 11). “Incipit”: “Nosso Deus e Pai bondoso, ouve a nossa petição”; estribilho: “Ouve, ó Deus, a nossa prece feita em nome de Jesus”.

  1. “Orando sempre” (CC-156)

Escrito em Niterói, em 31 de agosto de 1922. Publicado em OJB (12 out 22, p.3). “Incipit”: “Ó Deus bendito, atende o nosso rogo”.

  1. “União vital” (CC-567)

Escrito em 1922 para o casamento do pr. Alberto Portela, foi dedicado em 1923 ao casamento de Esther Silva Dias. Publicado em OJB (O4 jan 1923, p.8). A letra foi alterada por ocasião da projetada revisão do CC (no. 495, em 1958). “Incipit” original: “Duas vidas, Senhor, se unem num só ser”; estribilho: “Abençoa, Senhor, esta santa união”.

  1. “O amor de Jesus” (CC-36)

Constou do 1º fascículo da 1ª edição musicada do CC. Publicadas letra e música (OJB, 08 fev 1923, p.1). “Incipit”: “Oh! Maravilha do amor de Jesus”.

  1. “A voz de Jesus” (CC-384)

Publicada só a letra (OJB, 19 abr 1923, p. 1). “Incipit” “Que doce voz tem meu Senhor!”; estribilho: “Qual maior prazer que Lhe ouvir dizer:“Vem, meu filho”

  1. “Natal de Jesus”

Possivelmente remetido de Louisville, Kentucky (USA), onde estudava Manoel Avelino, no seminário teológico batista, foi publicado em OJB (25 dez 1924), mas não incluído no CC.

  1. “A tarefa da Igreja”

Dedicada a João Isidro de Miranda, da I.B. em Castro Alves (BA). Publicadas letra e música (OJB, 30 ago 1928, pp. 1 e 7), mas não foi incluída no CC. “Incipit”: “Cristo, o Mestre, nos manda a luz levar às gentes”; estribilho: “Vamos todos juntos com Cristo”.

  1. “Reconhecimento”

Letra dedicada aos 25 anos (1903-1928) da PIB de Vitória (ES). Elaborada em Niterói, em 27 set 1928. Publicada só a letra (OJB, 04 out 1928, p. 11). Não incluída no CC. “Incipit”: “Santos hinos de louvores ao Senhor de toda a glória, gratos pelos Seus favores, nós cantamos com vitória”.

Foram escritos, e talvez publicados previamente em OJB, mais 21 hinos, os quais não temos condições de determinar as suas datas; seria necessário pesquisar as edições de OJB, entre 1929 e 1964, quando foi lançada a 34ª. Edição do “Cantor Cristão”.

  1. “Vida na graça” (CC-51). Adaptação de letra de Francis Bottome.
  1. “Jesus glorioso” (CC-52).
  1. “A cruz de Cristo” (CC-83).
  1. “Promessa gloriosa” (CC-206).
  1. “Cristo chama por ti” (CC-214).
  1. “Abrigo perfeito” (CC-319).
  1. “Refúgio verdadeiro” (CC-324).
  1. “Fonte de consolação” (CC-336). Adaptação de Thomas Moore.
  1. “Gôzo e paz” (CC-405).
  1. “Com Jesus” (CC-511).
  1. “Desejo infantil” (CC-537).
  1. “Alerta, jovens” (CC-555).
  1. “Mais um obreiro” (CC-570).
    No “Hinário para o Culto Cristão”, além do famoso “Vitória nas lutas” (CC-454, HCC-502), foram aproveitados somente mais quatro hinos de Manoel Avelino:
  1. “Jesus na cruz” (CC-94, HCC-304).
  1. “Eis a nova” (CC-191, HCC-296).
  1. “O gôzo da vida” (CC-335, HCC-497).
  1. “Por mim” (CC-361, HCC-251).Manoel Avelino encaminhou, em 1958, à Comissão de Revisão do CC, mais os seguintes hinos:
  1. “Louvor no Céu” (no. 439/1958). É uma segunda adaptação da letra de Eben Eugene Rexford, extensão do hino no. 495-CC, de 1921.
  1. “Nossa fortaleza” (no. 402/1958). Tinha sido escrito para a consagração do pr. Raphael Zambrotti. É um contraponto ao hino de Lutero (CC-323).
  1. “Unidas trabalhando” (no. 486/1958). Para ser cantado pelas mulheres da PIB de Niterói, em contraponto ao hino no. 459-CC.
  1. “A santa guerra” (no. 352/1958). Em contraponto ao hino no. 475-CC.

Qual foi a contribuição de Manoel Avelino de Souza? Dar sentimento nacional a uma hinódia importada, de origem americana, ante o fato incontrastável de que não poderia oferecer-lhe uma melodia de índole nativa, por não ser músico.

Mesmo que o fosse, os batistas brasileiros, na primeira metade do século 20, dificilmente aceitariam como “litúrgica” música caracteristicamente brasileira …

Manoel Avelino era poeta, não tinha a habilidade de Salomão Luiz Ginsburg para traduzir poemas na língua inglesa, nem a de Ricardo Pitrowsky para arranjar melodias.

Escreveu poemas que pudessem ser usados no Brasil com as músicas da hinódia sancionada pelos missionários americanos. Ele captou melodias de agrado popular.

Ele não precisou ser um músico genial, mas tinha que ser um poeta

congenial, isto é, um poeta que atendesse às necessidades da nossa liderança.

Manoel Avelino, quando preferiu ser original em seus hinos, deu o seu recado em bom português, embora fosse cantado com música americana …

Rolando de Nassau

Hinos de Manoel Avelino

(Publicado em “O Jornal Batista”, 01 dez 2002, p. 4). (Em comemoração do 40o. aniversário do falecimento)
(www.abordo.com.br/nassau/art_04hg.htm#01) Música N.662
© 2002 de Rolando de Nassau – Usado com permissão

Revendo os Hinos de Manoel Avelino I e II

(Publicado em “O Jornal Batista”, 5 jan 2014 p. 4 e 2 fev 2014, p. 3).
(www.abordo.com.br/nassau/art_04hg.htm#08) Música N.795
© 2014 de Rolando de Nassau – Usado com permissão

Pastor Manoel Avelino de Souza

“Há 50 anos com o Senhor!”

Dia 27/9 completam-se  50 anos do falecimento do Pr. Manoel Avelino de Souza, servo abençoado do Senhor.

Como se passaram muitos anos, alguns já se esqueceram daquele grande homem de Deus, mas com certeza muitos se lembram…

Tenho o privilégio de ser neta dele. Digo privilégio porque muitas bênçãos me advêm  deste parentesco. Até quando fui morar em Portugal, ao saberem que eu era neta dele, tinham uma deferência especial comigo.

Lembravam-se de sua passagem pela “terrinha” com carinho e respeito!

Ser filha e neta de pastores faz com que recebamos muitas bênçãos “por tabela”, isto é, muitos irmãos oram pela família do pastor e sempre somos incluídos nestas preces. O resultado são as muitas bênçãos que temos em nossa vida. Louvo a Deus por isso e pela vida dele e de meu pai, pastor Samuel de Souza.

O Pr. Avelino era um baiano corajoso, que deixou sua parentela, furiosa com ele, na Bahia e partiu só para o  Rio de Janeiro. Veio estudar por conta própria no Seminário do Sul. Mas teve que cursar no Colégio Batista o que lhe faltava para chegar ao Seminário. E isso era quase tudo!!!!!Mas ele não desanimou e chegou até a cuidar dos jardins e plantações que havia na grande propriedade do Colégio para pagar seu sustento e seus estudos.

Os missionários americanos logo perceberam o valor daquele jovem e o ajudaram em sua caminhada.Caminhada longa na Seara do Mestre!

Foi consagrado na igreja de Bonsucesso, mas logo veio para a PIB de Niterói, em 1917.Lá permaneceu por 45 anos , até a sua morte . Liderou a construção de 2 templos para a igreja, sendo que o atual foi inaugurado oficialmente no dia de seu sepultamento.

Na Denominação trabalhou em todas as áreas: foi pastor, professor do Seminário, Vice presidente, Presidente, secretário, orador oficial das CBF ( Convenção Batista Fluminense) e CBB muitas e muitas vezes, participou da organização do Cantor Cristão, escreveu livros, muitos hinos, traduziu obras do inglês,foi organizador da imprensa Bíblica do Brasil,trabalhou no Jornal Batista, fundou e dirigiu o Colégio Batista de Niterói,foi vice-presidente da Aliança Batista Mundial e muitas coisas mais que não me recordo.

Lembro-me daquele avô carinhoso, que acariciava a cabeça dos netos, dava bons conselhos e era muito brincalhão conosco.Cabeça bem branca, pele manchada pelo vitiligo,olhos sempre sorridentes, muito paciente e alegre.

Este era o meu avô Avelino. Este era o Grande servo do Senhor, chamado por muitos do ABRAÃO da ATUALIDADE.

Deus no-lo deu e o levou para as delícias celestiais há 50 anos.

Graças a Deus por sua vida!

Denise Carvalho, neta de Manoel Avelino de Souza

© 2015 de Denise Carvalho – Usado com permissão

“A memória do Justo será abençoada”

(O autor agradece ao irmão Newton de Souza pelas preciosas informações, gentilmente cedidas sobre a vida de seu falecido pai. Também ao Dr. Clodovil Cavalcanti, pela permissão para o uso de alguns dados citados em sua obra sobre a vida do Pastor Manoel Avelino de Souza – “Uma Vida Inspiradora”.)

Não poderiam ser mais justas as palavras tiradas de Provérbios 10:7 e gravadas no túmulo do Pastor Manoel Avelino de Souza, no cemitério de Maruí, em Niterói: “A memória do justo é abençoada…”

Colhendo informações para este artigo, tivemos uma experiência semelhante à de folhearmos as páginas das Escrituras Sagradas – cada página, uma nova experiência espiritual, uma outra bênção…Sim, “a memória do justo é abençoada”.

Disse o Pastor Ebenezer Soares Ferreira, por ocasião do enterro do pastor Avelino: “Meus irmãos, quando Rui Barbosa morreu, os jornais trouxeram, em letras garrafais: ‘Morto, parecia mais do que vivo.’ Vem à mente tal expressão do corpo do Pastor Manoel Avelino de Souza”.

Hoje, pouco mais de 4 anos depois do desenlace da vida da “Águia do Púlpito Batista”, continua a ser sentida a sua influência através dos seus hinos, seus livros e o seu exemplo. Por muitos anos, a Convenção Batista Brasileira ainda sentirá a atuação deste grande “Príncipe de Israel”.

Considero-me feliz por ter tido alguns contatos com este grande homem. Distinto, culto, paciente, atencioso. Homem cuja vida irradiava o amor de Cristo, que ele nunca cansava de pregar.

De fato, a vida do Pastor Manoel Avelino de Souza foi, em si, uma pregação; entrar em contato com ela, significava ouvir uma profunda e rica mensagem de amor.

Como não poderia deixar de ser, este eloquente pregador do evangelho, eminente homem de letras, nasceu na terra “dos eloquentes” – Bahia. No dia 10 de novembro de 1886, na fazenda de Daniel e Maria de Souza, no município de Santa Inês, Bahia, nascia o nosso personagem. Muito cedo, porém, Deus levou os seus pais, e o menino Avelino e seus irmãos foram entregues a diferentes tios. Em seus primeiros anos, mostrou-se excelente aluno. Nele, eram evidentes as qualidades de um líder. Era a ele que o mestre-escola entregava a palmatória para castigar os alunos displicentes. Possuía a melhor caligrafia da turma. Gostava muito de ler e não era incomum vê-lo com um livro, nas horas menos movimentadas de trabalho.

Criado num lar católico, o seu primeiro contato com o evangelho deu-se aos 16 anos. Trabalhava no comércio para um senhor que era membro de uma seita denominada “A Nova Lei”. Através da amizade com este seu patrão, o jovem Manoel Avelino começou a frequentar os cultos desse grupo. Apreciava desde o início, os hinos que eles cantavam.

Um dia, perto da margem do rio onde eram realizados os batismos, ele decidiu dar este passo também. Uma de suas tias, no entanto, ao vê-lo junto aos crentes, censurou-o dizendo: “Tu também está ficando maluco”. Isto contribuiu para esfriar um pouco o jovem, porém, altas horas da noite, ele acordou lembrando a passagem no Novo Testamento que diz: “Aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante de Deus”, e, naquele momento, ele entregou-se a Jesus. Em 9 de dezembro de 1906, foi batizado pelo Pastor Alexandre de Freitas, na Igreja Batista de Olhos d’Água, na Bahia. Depois desta experiência, Manoel Avelino de Souza pediu ao seu patrão o encargo de viajar como vendedor pelo interior da Bahia, para poder, assim, pregar o evangelho.

Na página 39 do livro “Uma Vida Inspiradora”, o Dr. Clodovil Cavalcanti conta uma história interessante: “Chegando ao interior com a maleta de mercadorias, foi abordado por um grupo de bandoleiros que exigia fosse aberta, a maleta. Manoel Avelino de Souza não só a abriu, como também deixou-a no chão e sentou-se ao lado, encostado numa árvore, tinha o Cantor no bolso e começou a cantar hinos, e aqueles perigosos assaltantes, calmamente, abandonaram a empreitada e passaram a ouvi-lo; então ele pregou o evangelho.”

Numa destas inúmeras viagens pelo interior, Manoel Avelino de Souza encontrou Salomão Ginsburg, que viu no jovem crente grandes possibilidades, e implorou que ele fosse para o Rio para melhor preparar-se nos estudos. Assim, em 1911, iniciou os seus estudos no então Colégio e Seminário Batista. Uniu-se à 1ª Igreja Batista do Rio, da qual era pastor o grande F.F. Soren, que cuidou do jovem como se fosse seu próprio filho. Tendo-se revelado capaz, foi convidado para dirigir reuniões e o ponto de pregação em Bonsucesso, que organizou-se em igreja no dia 5 de maio de 1916. Foi nesta igreja onde Manoel Avelino de Souza foi consagrado ao santo ministério.

Nessa época, Manoel Avelino, que já mantinha contato com o responsável pelo Cantor Cristão (Salomão Ginsburg), travou o conhecimento com outro grande vulto neste empreendimento, o missionário W. E. Entzminger, na ocasião, redator do “Jornal Batista” e pastor da 1ª Igreja Batista de Niterói.

Quando seminarista, trabalhou como auxiliar da 1ª Igreja Batista de Niterói, sob a orientação do Pastor Entzminger e, depois, do Dr. Salomão Ginsburg. No dia 5 de agosto de 1917, tornou-se pastor da mesma, tendo exercido por 45 anos uma abençoada, sábia e firme orientação. Igreja privilegiada. A história desse pastorado marcou época. O espaço não permite uma elaboração adequada desse período de sua vida. Sugerimos a leitura do capítulo “O pastor”, da acima referida obra do Dr. Clodovil.

Em 11 de dezembro de 1919, casou-se com a professora Eva de Jesus.

Era um homem que aprendeu cedo como aproveitar a vida. O seu dia começava, religiosamente, às 5:30 da manhã. Depois, o tradicional banho frio para que tanto a mente como o corpo estivessem revigorados. Punha-se, então, de joelhos e orava. Cultivava o hábito de abrir várias Bíblias e ler a mesma passagem em diversos idiomas. Depois do café matinal, o culto doméstico com toda a família, cantando, orando e lendo as Escrituras, juntos. Além de ser um pastor completo, era excelente chefe de família. O amor que o caracterizava como um pai carinhoso e exemplar em seu lar, era o mesmo amor com que tratava a todos. Alegre, com uma presença de espírito extraordinária para dizer a coisa certa na hora certa. Possuía uma forma de agir firme e ao mesmo tempo amável e sem violências. Estas características marcavam também o seu ministério. Alguém afirmou a seu respeito que “era um homem que sabia manter um  temor reverencial”. Ao mesmo tempo, a jovialidade marcou a sua vida. Sempre que fazia os pagamentos de sua incumbência, gostava de repetir: “Queira-me bem que não custa um vintém”.

Como seria natural, sendo um dos gigantes do Cantos Cristão, dava uma importância especial à música no seu lar. Levou todos a conhecê-la de alguma forma: ou aprendendo a tocar algum instrumento (piano, violino, órgão e acordeão), ou estudando canto, de acordo com a preferência de cada um. E estes cuidados de pai foram bem sucedidos, pois, hoje, a família Souza continua marcando a sua presença onde quer que atue. Newton, economista e funcionário federal; Sílvio e Agnaldo, médicos das forças armadas; Samuel, pastor, educador e advogado; Helena e Nicéia, professoras. Todos os filhos, bem como as noras, genros e netos, são crentes. Dona Eva, viúva há pouco mais de 4 anos, trabalha na Igreja Batista de Ingá.

Suas atividades denominacionais foram tantas que é impossível enumerá-las nestas poucas linhas. Ocupou a presidência da Convenção Batista Brasileira 7 vezes e, por mais de 20 vezes, foi eleito presidente da Convenção Fluminense. Inúmeras vezes, serviu como presidente da Junta de Escolas Dominicais e Mocidade. De 1938 até o seu falecimento em 1962, com exceção de um ano, foi Secretário-Tesoureiro da Junta Patrimonial. Atuou como Secretário das duas Juntas de Missões, Nacionais e Estrangeiras. Sua capacidade, sua liderança verdadeiramente democrática, não foram reconhecidas apenas no Brasil, mas além das fronteiras. Em 1930, foi eleito 2º Vice-Presidente da Convenção Batista Latino-Americana e, de 1934-1939, serviu como um dos Vice-Presidentes da Aliança Batista Mundial.

Não podemos deixar de destacar a sua grande contribuição como educador. Homem bem preparado (recebeu o grau de Doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia do Rio de Janeiro), Dr. Avelino ocupou as cadeiras de Homilética, Teologia Pastoral, Eclesiologia, Missões, Sociologia e Filosofia, no Seminário Teológico Batista do Sul. Era muito benquisto pelos alunos, a quem costumava oferecer festinhas em sua residência.

Talvez não seja tão reconhecido o fato de ele ter servido como professor de Educação Física no Colégio Batista. Também, foi o fundador do Colégio Batista de Niterói, hoje, habitualmente dirigido pelo seu filho, Samuel.

Apesar de ter sido muito ativo na denominação, foi no púlpito de sua igreja que atuou de forma mais marcante. Alguém afirmou: “Sempre que o ouço, saio com alguma coisa boa dentro de mim; jamais saio com o coração vazio”. Com sua voz grave e profunda, com seus gestos largos e expressivos, era um exímio pregador do evangelho. Suas mensagens eram como as letras de seus hinos – cheias de conforto, e esperança, oferecendo sempre aquele raio de luz para quem os procurava.

Gostava muito de ouvir “o seu coro” cantar. Reconhecia o valor da música no culto. Costumava dizer aos coristas: “Minha missão de pregador findará aqui, mas vocês continuarão cantando louvores no céu”.

E os seus hinos? Talvez aqui esteja a contribuição de Manoel Avelino de Souza que por mais tempo permanecerá. A sua firme direção dos trabalhos, suas comoventes mensagens, sua marcante passagem por várias juntas e convenções, tudo isso, com a passagem dos anos, talvez, passe também; porém os seus hinos (29 no atual Cantor Cristão), viverão para sempre. Gerações que não tiveram o privilégio de conhecer Manoel Avelino de Souza de perto, desfrutarão de seu espírito e grande talento através dos seus hinos. Mais tarde, pretendemos escrever um artigo apenas sobre este aspecto de sua vida.

Manoel Avelino de Souza foi assim: um pioneiro, um empreendedor inigualável, um verdadeiro “bandeirante” de Cristo. A sua vida era “Uma Vida Inspiradora”. De fato, “A Memória do Justo Será Abençoada”.

Bill H. Ichter

“Publicado originalmente em: “O Jornal Batista”, Ed. 48 , Novembro 1966, pág. 5 – Coluna “Canto Musical”
© 1966 de Bill H. Ichter – Usado com permissão

Fotos gentilmente cedidas por Nicea Souza e Denise Carvalho de Souza

(1886-1962)

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2 Resultados

  1. manoel avelino de souza neto disse:

    infelizmente um grande homem que não pude conhecer

  2. Loidi karmaluk disse:

    A minha mãe foi batizada pelo pastor Manoel Avelino de Souza,na igreja Batista de Nireroi.

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