Atenilde Cunha

Biografia

Atenilde da Cunha(1931- 2008)

Atenilde Cunha

Nasceu em 04/01/1931, na cidade de Açú, RN. Seus pais, Manoel Santiago da Cunha e Maria Apolinária Fernandes da Cunha converteram-se graças ao trabalho de missionários que vieram dos EUA ao Brasil. Era a primeira de seis filhos: três mulheres e três homens. Viveu sua infância em São José de Mipibú, RN e depois mudou para Natal, RN.

Ainda pequena descobriu o dom da música que existia em si e, na adolescência, seu pai deu-lhe um piano. Era autodidata, porém fez muitos cursos de música para lapidar seu dom.

Casou-se em 1960 com o português Francisco Brilhante dos Santos, com quem teve Libna. Separou-se algum tempo após o nascimento de sua única filha e conseguiu anular o casamento em 1961.

Em Recife foi aluna interna no Colégio Agnes, tornando-se mais tarde professora dessa instituição. No Rio de Janeiro estudou no Centro Universitário Bennett. Continuou seus estudos em Natal onde exerceu a maior parte de seu magistério musical. Depois de graduada em Educação Artística e licenciada em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tornou-se professora de Técnica Vocal, Órgão e Didática Musical no Departamento de Artes dessa Universidade. Também lecionou no curso de Educação Musical na Escola de Música Anthenor Navarro da Paraíba e no Seminário Teológico Batista Bereiano.

Expressou-se artisticamente no campo da música erudita e também no da música sacra. Soprano lírico, tinha uma voz única, angelical, clara, suave e límpida. Sua técnica vocal era muito natural. Nada era forçado. Cantava com sentimento e com emoção. Estudou com Arlinda de Melo Rocha, tendo executado o papel de João na ópera Hänsel und Gretel (João e Maria) de Engelbert Humperdinck (1854–1921) na língua original, alemão. Fez Curso de Cena Lírica na Escola de Belas Artes de Pernambuco e estudou com o professor Gerard Huesch, no RJ. Complementou seus estudos na graduação do ‘New England Conservatory’, em Boston, EUA.

Viveu três anos nos EUA, onde continuou seus estudos de técnica vocal e lecionou no projeto Partners of the Americas (Companheiros das Américas), intercâmbio entre os estados do Maine (EUA) e do Rio Grande do Norte (Brasil). Fez o Curso de Bacharel em Música em Lewiston, Maine, USA. Nesse período, participou como aluna, professora e artista, sendo muito homenageada.

Pertenceu à Ordem dos Músicos do Brasil. Tocava piano, órgão, flauta, bateria e balalaica. Criou um Método de Estudo de Piano. Sugeriu mudanças nos funcionamentos das Escolas que lidam com a Arte e com a Educação Musical. Regeu coros e fundou o primeiro coral universitário, ‘O Madrigal’, que existe até hoje. Viveu mais em Natal e Recife, porém representou nosso país e o Rio Grande do Norte em expressivo número de conferências em diversos países. Dava concertos com Gerardo Parente, que a acompanhava ao piano quando cantava Osvaldo de Souza, compositor do RN, e Villa-Lobos. Interpretou em prosa uma mensagem de otimismo e esperança com relação à música em um musical.

Foi membro da Igreja Presbiteriana do Alecrim, onde o seu irmão, rev. Alceu Cunha, pastoreava, até ele se tornar Secretário da Mocidade da IPB. Participou do plano estrutural do Hinário Presbiteriano ‘Novo Cântico’, da Igreja Presbiteriana do Brasil. Nesse projeto escreveu em 10 cadernos todas as partituras dos hinos à mão, no espaço de pouco mais de 10 anos.

Publicou artigos sobre música em diversos periódicos como: ‘Jornal Brasil Presbiteriano’, ‘SAF em Revista’, ‘Adoração e Louvor’ da Cultura Cristã de Recife, ‘Boletim da Academia de Cultura da Paraíba’ e ‘Diário de Pernambuco’. Gravou músicas sacras para a ‘Rádio Trans-Mundial’ e para a ‘Rádio Billy Graham’. Após aposentar-se fundou o Instituto de Música Sacra (IMUSA), em Recife, onde deu aulas, regeu corais e recitais de canto.

Durante sua luta de mais de 5 anos contra um Linfoma de Sézary, perdeu temporariamente sua linda voz. Curou-se, mas ficou muito debilitada física e emocionalmente, vindo a falecer em 21/11/2008. Foi enterrada no dia 22/11/2008, no Dia do Músico.

Deixou um legado de musicalidade muito importante, tanto na área da Música Sacra, quanto na área da Música Erudita. Um legado de amor e comprometimento. Tudo fazia de coração.

Depoimento: Libna Cunha Brilhante, 2022
Transcrição:
Carmen Lício, 2022
Revisão:
Miriam Carpinetti, 2022

© 2022 do texto Libna Cunha / Transc. Carmen Lício / Hinologia Cristã
Usado com Permissão

História do Hinário Novo Cântico (Presbiteriano) – Atenilde Cunha

(1931-2008)

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1 Resultado

  1. Wander de Oliveira disse:

    Maravilhosa e querida Atenilde. Está cantando na glória no coro dos remidos. Tive o prazer de acompanhá-la ao piano em 3 concertos, 2 em Goiânia e 1 em Anápolis.

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